28 de abr. de 2014 0 comentários

Não sou mais o mesmo


Engraçado como mudamos sem planejar mudar. Mudamos, às vezes sem querer.
Me lembro bem de como eu era quando mais jovem. Agia e pensava de forma tão diferente.
Eu era muito inquieto, cheio de idéias, ideologias e sempre por dentro dos assuntos mais falados. Sempre com uma opinião forte a respeito, na qual gostava de debater. Eu era cheio de inquietações, cheio de crises existenciais. Pensava muito e sobre tudo.
Mas chegou o dia, em que não havia mais o que pensar. Já tinha meu pensamento formado. O que não mudou foi que mantive sempre de mente aberta. Mas outras coisas sim mudaram bastante. Não era mais inquieto, minhas ideias se formaram, ideologias novas surgiram, outras ideologias morreram. Já não ligava mais em debater o assunto do momento tentando convencer arduamente o outro da minha opinião, ou ter a paciência de ouvir o outro querendo me convencer a dele. A minha opinião se tornou minha e minha somente. Algumas coisas já não valiam a pena serem discutidas. Me tornei mais quieto. Falava somente quando era realmente importante.
Não me importava mais em querer parecer inteligente, ou fazer coisas para agradar os outros. Passei a buscar ser realmente melhor sem querer mostrar pra ninguém que sou melhor. Comecei a fazer coisas por mim.
Passei a enxergar o que realmente importa, o que realmente faz a diferença pra mim.
Passei a ser mais tranquilo, mais sensato, mais feliz.

15 de abr. de 2014 0 comentários

A máscara maldita - Parte 1


Fazia dois anos que Raquel e Diogo estavam namorando e estavam planejando uma viajem onde eles possam se distanciar um pouco da cidade e das pessoas. Queriam algo quieto e tranquilo.
Planejaram, conciliaram horários e estavam prontos para sua viajem de uma semana numa pequena e simples pousada na floresta na qual Diogo encontrou num web-site.

A pousada se encontrava dentro de um terreno onde havia varias cabanas de madeira. Eram muito simples. Não havia energia elétrica, havia uma lareira no canto e todos os moveis eram rústicos. Dava para sentir o cheiro da madeira ao entrar na cabana.
Chegando lá, Raquel e Diogo pagaram ao dono da pousada pela estadia, e pegaram as chaves de sua cabana.
-O dono desse lugar fica o dia inteiro lendo? Eu não aguentaria essa vida. - Disse Raquel
-Lógico que não, ele também fica fazendo as palavras cruzadas dos jornaizinhos. - Respondeu Diogo rindo do velhinho.
Ao entrar na cabana, arrumaram suas coisas e saíram um pouco pra conhecer o local.
Acabaram conhecendo Alice e Rafael, outro casal que estava hospedado na pousada.
Foram então os quatro juntos a conhecer o bosque.

No meio do caminho, Alice percebeu algo.
-Onde está o Rafael? Ele estava bem aqui com a gente!
-Será que ele se perdeu? - Disse Diogo preocupado.
Raquel de repente sente que há algo perto dela. Ela se vira de costas e vê uma sombra muito esquisita por entre os arbustos. Ela começa a se aproximar, e então é surpreendida - AHHHH - Grita Rafael, com a intenção de assustar Raquel.
Raquel fica muito brava e começa a correr atrás de Rafael. Eles acabam se distanciando um pouco de Diogo e Alice.
-Rafael, você está morto - Gritava Raquel, furiosa pela brincadeira de Rafael.
Rafael seguia correndo dizendo -Era só brincadeira Raquel, relaxa - e ria ao lembrar-se do susto.

Enquanto corria, Raquel notou um objeto na lama perto de uma arvore velha e seca. Era uma máscara. Essa máscara continha alguns símbolos e desenhos estranhos, mas parecia bem assustadora para Raquel. Ela viu aquilo como uma oportunidade para revidar a brincadeira que Rafael fez com ela. Então segurou a mascara em suas mãos e esperou que ele se distancia-se um pouco para que ele a procura-se. Ela ficou atrás de um tronco grosso de arvore esperando que ele passasse para que ela possa surpreende-lo.

Rafael percebe que não está sendo seguido e começa a voltar, andando lentamente com medo de levar um cascudo da Raquel.
-Raquel, é sério, me desculpa. Eu estava só brincando. Raqueel?

Ela então percebe que ele está passando e coloca a máscara que encontrou na cara para assusta-lo. Ao colocar a máscara, ela começa a se sentir tonta. Tudo começa a esmaecer e de repente ela simplesmente apaga.

Está tudo escuro e ela sente algo pingando em seu rosto. Começa a abrir os olhos lentamente. Percebe que está na floresta deitada. Está chovendo. Ela olha para a sua esquerda e se depara com a máscara.
-O que será que aconteceu? Eu bati a cabeça? Será que escorreguei?
Ela então olha para sua mão direita, e percebe que está ensanguentada e ao lado de sua mão estava uma pedra também ensanguentada. Ela começa a sentir que algo está errado.
Raquel então olha para a direita, e vê o corpo de Rafael caído no chão, ensanguentado e com o cranio esmagado.

Continua...

13 de abr. de 2014 0 comentários

Diferentes ''perdas de tempo''.


Era começo de faculdade. Robert havia se enturmado com alguns colegas de classe que se sentavam perto dele. Eles não eram muito parecidos, mas com a convivência foram se tornando mais próximos.
Robert propôs a ideia de fazerem algo depois da faculdade. Todos juntos fazendo algo legal, porque até então só se viam dentro da faculdade.
Ideias foram surgindo e todo mundo falando junto:
- Vamos pra balada
- Não, balada não. Odeio balada, é sempre cheio demais, som alto, muita zoeira.
- É, balada não, vamos pro barzinho da esquina.
- Sim, barzinho eu gosto!
- Barzinho não, eu não bebo, não gosto do ambiente e nem do cheiro.
- Pessoal, vamos lá em casa. A gente faz um lanche e ficamos conversando ou a gente vê.
- Qual é? Não sou do tipo caseiro.
- Nem eu.
- Ah, eu gostei da ideia.
- Vamos na Game Station.
- Vídeo games? Que perca de tempo!

- PESSOAL!! - Exclamou Robert. - Sério mesmo que nenhuma dessas ideias são boas o suficiente?
- Mas o Joe que ir pra balada. Coisa de quem não tem o que fazer.
- Ah é? E o Kleber que queria ir jogar vídeo game? Isso sim é coisa de quem não tem o que fazer. - Disse Joe.
- Antes vídeo game do quer ir pra barzinho ou balada pra ficar bêbado e beijar pessoas que nunca vi na vida. Isso sim é idiota.

-O GALERA! - Robert falou alto e gesticulando para chamar a atenção. - O intuito era fazer algo mais pela companhia, não tanto pelo passeio em si. Somos diferentes e também temos que respeitar uns aos outros. Agora, sendo sincero, jogar vídeo game é perca de tempo? Sim. Mas ir para o barzinho, ou para a balada ou para o cinema ou para qualquer lugar é perca de tempo vendo por esse ponto de vista. São só formas diferentes de nos distrairmos. São só gostos diferentes para fazer ''percas de tempo'' com os amigos.
Eu não disse o que eu gostaria de fazer. Então eu sugiro sentarmos aqui mesmo e conversarmos.


E assim foi. Simplesmente um grupo de amigos, ''perdendo tempo'', contanto histórias engraçadas, conversando e fortalecendo o laço de amizade.
26 de mar. de 2014 0 comentários

Um grito preso na garganta


Essa sensação..
Sim, as vezes da vontade de explodir.
Parece que não, mas guardo muita agonia, muito peso nas costas, muitas coisas que gostaria de dizer.
Muitas vezes é melhor ficar calado. Pensando longe e a longo prazo.
O que fazer pra ficar em paz por dentro? Como dizer o que penso da melhor maneira possível, sem explodir, sem ferir, sem magoar?
As vezes é melhor aguentar essa agonia sozinho, poupar os outros de sofrerem.
Apesar de querer dizer muitas coisas, o que mais quero é viver em paz mesmo.
Algumas coisas não valem a pena serem ditas. Um momento de alivio não vale mais do que uma vida inteira de sossego.
Explodir não é a unica maneira de aliviar a pressão.
O amor cura.
27 de fev. de 2014 0 comentários

Imprevisível


-Tudo é tão imprevisível. Não acha? - Disse Bruno pensativo.

-Como assim? - Respondeu Danillo.

-Tipo, como sei que amanhã vou estar vivo? Será que hoje vai ser um dia bom? Será que vou aprender algo novo essa semana? Será que permaneceremos amigos daqui a 5 anos? Não dá pra descrever o futuro. - Disse Bruno gesticulando e andando de um lado para o outro.

-Calma Bruno, como você mesmo disse, não dá pra saber o futuro. No máximo podemos planeja-lo e assim aumentar a probabilidade de algo se concretizar. - Disse Danillo com a mais profunda calma em sua voz.

-Isso não te incomoda? - Perguntou Bruno intrigado.

-Não. - Respondeu Danillo - Tá, por mais que eu planeje, não tem como saber com cem porcento de certeza de que algo dará certo, mas quer saber? Vou fazer de hoje o melhor que eu puder, e se amanhã eu ainda estiver vivo, eu farei o mesmo!


25 de fev. de 2014 0 comentários

Erros


Felipe estava quieto e cabisbaixo. Então André lhe perguntou:
-Algum problema Felipe?

Felipe respondeu ainda cabisbaixo e olhando para o nada:
-Eu lamento tanto os erros do meu passado. Lamento as coisas que fiz e as coisas que deixei de fazer...

-Não fique assim cara - Respondeu André - Temos que olhar pra frente e aproveitar o ensinamento que os erros do passado nos ofereceram. Eu sou grato pelos meus erros. Aprendi muito com eles.

-Você tem razão. O que passou não tem como consertar. Errar faz parte do viver - Disse Felipe um pouco pensativo.

-Aprendemos muito com nossos erros. - Disse André, também um pouco pensativo.

-Mudando de assunto então, e o lance entre você e a Alessandra? Quando vai dizer a ela que gosta dela? - Disse Felipe um pouco curioso.

-Ah cara, acho que não vou dizer. Somos muito amigos. Vai que da errado. - Respondeu André

-Vai que dá certo. - Disse Felipe com um leve sorriso.

-Melhor não cara. Vou deixar como está. - Respondeu André querendo mudar de assunto. - Bom, estou indo nessa. Estou atrasado para o trabalho. Até mais Felipe.

-Até mais André.

Felipe andou pelas ruas pensado na conversa que acabara de ter com seu amigo.
Logo ele pensou "Ele se diz grato pelos erros, pois com os erros é que aprendeu grandes lições para a vida. Mesmo assim, deixava de tentar com medo de errar"
18 de fev. de 2014 0 comentários

Homens Invisíveis

John andava pelas ruas num dia como qualquer outro.
Era o caminho em que ele percorria todos os dias para chegar ao trabalho.
Apesar de todos os dias ele pegar o mesmo caminho, nesse dia ele estava mais pensativo e observador.

John observava os moradores de rua e pensou - "É como se fossem pessoas invisíveis. Muitos passam por essa rua todos os dias e ninguém os nota. Inclusive eu."

Ele começou a pensar então - ''Como foram parar ali? Como eles enxergam a vida? Eles tem alguma motivação?"

John poderia ter parado para perguntar a eles naquele dia, mas ficou somente imaginando os ''porquês''.
Depois de uns dias ele já não enxergava os  "homens invisíveis". 
A magia tinha acabado.


 
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