-Tudo é tão imprevisível. Não acha? - Disse Bruno pensativo.
-Como assim? - Respondeu Danillo.
-Tipo, como sei que amanhã vou estar vivo? Será que hoje vai ser um dia bom? Será que vou aprender algo novo essa semana? Será que permaneceremos amigos daqui a 5 anos? Não dá pra descrever o futuro. - Disse Bruno gesticulando e andando de um lado para o outro.
-Calma Bruno, como você mesmo disse, não dá pra saber o futuro. No máximo podemos planeja-lo e assim aumentar a probabilidade de algo se concretizar. - Disse Danillo com a mais profunda calma em sua voz.
-Isso não te incomoda? - Perguntou Bruno intrigado.
-Não. - Respondeu Danillo - Tá, por mais que eu planeje, não tem como saber com cem porcento de certeza de que algo dará certo, mas quer saber? Vou fazer de hoje o melhor que eu puder, e se amanhã eu ainda estiver vivo, eu farei o mesmo!
Felipe estava quieto e cabisbaixo. Então André lhe perguntou:
-Algum problema Felipe?
Felipe respondeu ainda cabisbaixo e olhando para o nada:
-Eu lamento tanto os erros do meu passado. Lamento as coisas que fiz e as coisas que deixei de fazer...
-Não fique assim cara - Respondeu André - Temos que olhar pra frente e aproveitar o ensinamento que os erros do passado nos ofereceram. Eu sou grato pelos meus erros. Aprendi muito com eles.
-Você tem razão. O que passou não tem como consertar. Errar faz parte do viver - Disse Felipe um pouco pensativo.
-Aprendemos muito com nossos erros. - Disse André, também um pouco pensativo.
-Mudando de assunto então, e o lance entre você e a Alessandra? Quando vai dizer a ela que gosta dela? - Disse Felipe um pouco curioso.
-Ah cara, acho que não vou dizer. Somos muito amigos. Vai que da errado. - Respondeu André
-Vai que dá certo. - Disse Felipe com um leve sorriso.
-Melhor não cara. Vou deixar como está. - Respondeu André querendo mudar de assunto. - Bom, estou indo nessa. Estou atrasado para o trabalho. Até mais Felipe.
-Até mais André.
Felipe andou pelas ruas pensado na conversa que acabara de ter com seu amigo.
Logo ele pensou "Ele se diz grato pelos erros, pois com os erros é que aprendeu grandes lições para a vida. Mesmo assim, deixava de tentar com medo de errar"
John andava pelas ruas num dia como qualquer outro.
Era o caminho em que ele percorria todos os dias para chegar ao trabalho.
Apesar de todos os dias ele pegar o mesmo caminho, nesse dia ele estava mais pensativo e observador.
John observava os moradores de rua e pensou - "É como se fossem pessoas invisíveis. Muitos passam por essa rua todos os dias e ninguém os nota. Inclusive eu."
Ele começou a pensar então - ''Como foram parar ali? Como eles enxergam a vida? Eles tem alguma motivação?"
John poderia ter parado para perguntar a eles naquele dia, mas ficou somente imaginando os ''porquês''.
Depois de uns dias ele já não enxergava os "homens invisíveis".
A magia tinha acabado.
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